O uso de applets como recurso de ensino

De acordo com Figueira (2005), os applets são programas geralmente executados em uma página HTML. O uso de applets pode facilitar as explicações e potencializar o Ensino de Geometria, pois hospeda as páginas HTML na internet, que podem ser acessadas pelos alunos em outros locais, como sua residência, por exemplo, desde que se tenha acesso à internet.

Santos, Alves e Moret (2006) enunciam que, usando applets, o aluno pode experimentar e investigar, e isso possibilita o estabelecimento de conjecturas sobre determinado conceito e até mesmo sua construção.

Os applets podem fazer com que os alunos se tornem bricoladores (PAPERT, 2008), pois, ao tentar investigar ou validar propriedades geométricas, eles usam, além dos conhecimentos aprendidos na escola, sua imaginação, sua criatividade, e esse é o diferencial do ensino em que se usa esse recurso. Faz-se necessário destacar que além dos alunos, o professor, ao utilizar o software também constrói conhecimentos, o que contribui para sua prática docente (SANTOS, ALVES e MORET, 2006).

Papert (2008, p. 135) assevera que “o Construcionismo é construído sobre a visão de que as crianças (alunos) farão melhor construindo por si mesmas o conhecimento específico de que precisam”. Assim, nem sempre, os padrões de cada conteúdo acabam seguidos conforme o professor traçou, pois, como Ausubel (2003) descreve, para o aluno, não há qualquer significado quando apenas o professor traça os caminhos a serem trilhados na busca para a solução de um problema ou a resolução de uma atividade.

Ausubel (2003) aponta que os alunos são mais atraídos para realizar uma atividade quando (1) o conteúdo da matéria envolvida valha a pena, leve a conhecimentos significativos e esteja em consonância com os frutos do saber contemporâneo; (2) os próprios padrões sejam ajustados de modo diferencial, de forma a exigir a cada criança aquilo que essa consegue realmente fazer, da melhor forma possível. (p. 33)

Mas, do ponto de vista da organização pedagógica, os professores teriam menos trabalho se todos os alunos seguissem os mesmos caminhos para chegar às mesmas conclusões a respeito de um tema ou questão. Porém isso não ocorre, posto que cada indivíduo desenvolve seu próprio mecanismo de aprendizagem (PAPERT, 2008).

 Assim, com a concepção tradicional de que os alunos devem absolver conhecimentos e apenas aplicá-los, os padrões escolares parecem ter um impacto relativamente pequeno na aprendizagem real dos alunos, o que faz com que a aprendizagem, vista nessa concepção, não seja significativa. Portanto, como afirma Ausubel (2003, p. 33), “os métodos de ensino devem favorecer a aquisição final de conjuntos de conhecimentos estáveis e utilizáveis e o desenvolvimento da capacidade de raciocinar de modo sistemático”, pois cada aluno tem uma estrutura cognitiva diferenciada, mesmo que as instruções dadas por tais métodos de ensino sejam as mesmas para todos os alunos.

(Recorte da dissertação de mestrado “O software Régua e Compasso como recurso metodológico para o ensino de geometria dinâmica /  Prof. Jozeildo Silva)
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